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Tombado pelo Patrimônio Histórico, Forte de Gurupá foi construído há quatro séculos

História de Gurupá
Tombado pelo Patrimônio Histórico, Forte de Gurupá foi construído há quatro séculos

Um dos maiores símbolos de Gurupá e uma das maiores riquezas patrimoniais e históricas da cidade, o complexo do Forte de Santo Antônio tem quase 400 anos


A criação do município de Gurupá é fruto de um longo processo de ocupação. O Forte de Santo Antônio foi construído no século XVII (1619) pelos invasores holandeses. O Capitão-Mor da capitania do Pará, autointitulado como primeiro descobridor e conquistador de Gurupá e afluentes do Amazonas, Bento Maciel Parente arrasou a edificação com auxílio das armas dos guerreiros Tupinambás, em 1623, na guerra aos estrangeiros, construindo ali o Forte de Gurupá que, por falta de cuidados, acabou em ruínas.


A tomada do forte Mariocay foi um importante passo para a consolidação da conquista da Amazônia pelos portugueses, que agora abririam caminho pelos rios a fim de estabelecer seus domínios. Começava em Gurupá a histórica luta luso-amazônica para ruptura da então fronteira delimitada pelo tratado de Tordesilhas, e ter expulsado os holandeses, irlandeses da região.

Em 1639 Gurupá já era uma vila e no mesmo ano foi criada a Freguesia de Santo Antônio de Gurupá, mantida em lei, a partir de 1827. Em 1639 a freguesia de Santo Antônio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de Outubro de 1827. Sabe-se que em 1639 Gurupá era considerada vila; Com a lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885 foi elevada a cidade.

Segundo o historiador Theodoro Braga, a origem do nome "Gurupá" é indígena e significa “Porto de canoas”. Poderia ser uma cidade Neerlandês na amazônica, as relações amistosas entre holandeses e índios que moravam na região eram harmoniosas, segundo algum relato histórico e documental existia um comércio de escambo entre os povos europeus e indígenas.

Os índios produziam e os mercadores holandeses compravam na base da troca o famoso escambo tradicional, a terra era fértil e por isso os holandeses e irlandeses que desde o século XVII já tinha estabelecido feitorias na região, começaram a plantação do tabaco que era a menina dos olhos dos mercadores, pois era uma planta que crescia rápido e dava retorno imediato.


O delta do rio amazonas, apesar de ser conhecido pelos navegadores europeus desde a viagem de Orellana em 1541, outras expedições de exploradores como John Ley, que gradualmente chegou ao rio Xingu, depois de fazer feitorias os navios holandeses abasteciam as feitorias dos irlandeses e ingleses e transportavam para Europa os produtos. Segundo fontes histórica produziam algodão, urucu e tabaco. Tinham objetivos comerciais, investiam dinheiro na armação dos barcos e queria lucro rápido, o tabaco era um caso especifico onde o hábito de fumar criou uma demanda alta na Inglaterra e Holanda.
O cultivo da plantação e maneira de preparar na forma que estava demandando o mercado com rolos de tabacos fermentado, foi ensinado para os índios.
Um panfleto anônimo datado no ano de 1676 encontrado e preservado na Holanda descreve que a plantação deve começar antes do tempo da chuva; a semente boa deve estar pronta, os canteiros protegidos contra as formigas.
A alguns relatos de africanos da Angola, trabalhando como escravos nos fortes holandeses no Xingu, Dr. Lodewijk Hulsman, com vários estudos publicados sobre a relação de índios e holandeses no Brasil, descreve que o delta do rio amazonas tinha se transformado num campo de batalha onde forças portuguesas atacavam os assentamentos dos estrangeiros, os valões preferiam ficar longe dos portugueses, que já haviam destruídos dois fortes no rio Xingu, incluindo Mariocay.


Nas terras gurupaense a existência das comunidades quilombolas: Carrazedo, Santo Antônio Camutá do Ipixuna, Alto Ipixuna, Bacá do Ipixuna, Alto do Pucuruí, Flexinha, Jocojó, Alto Pucuruí, Maria Ribeira e Gurupá Miri.

Em Gurupá Miri encontra-se o mais antigo e importante sítio arqueológico, fato de estarem nela resquícios de cerâmica indígena colonial e pré-colonial.
A principal ocupação econômica na cidade é no setor de serviços, sendo maior provedor de recursos o serviço público municipal.

Em 1639 a freguesia de Santo Antônio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de Outubro de 1827. Sabe-se que em 1639 Gurupá era considerada vila; Com a lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885 foi elevada a cidade.
O historiador Theodoro Braga a origem Gurupá é indígena e significa “Porto de canoas”.
Gurupá poderia ser uma cidade Neerlandês na amazônica, as relações amistosas entre holandeses e índios que moravam na região eram harmoniosas, segundo algum relato histórico e documental existia um comercio de escambo entre os povos europeus e indígenas.

Recentemente (junho 2015), o complexo do Forte passou por um processo de restauração, financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, orçado em quase R$ 2 milhões, para preservar a história brasileira contida na edificação.

 

Texto e foto: Rui Pena

Colaborou: Gilvandro Torres